
Do bem querer
O respeito à diversidade não é de esquerda.
É só uma forma de amar.
Defender as florestas, o meio ambiente e as comunidades indígenas não é de esquerda.
É só uma forma de amar.
O respeito à declaração dos direitos humanos não é de esquerda. É só uma forma de amar.
Combater o trabalho infantil não é de esquerda. É só uma forma de amar.
A escolha pela justiça social não é de esquerda. É só uma forma de amar.
Lutar contra a violência e a posse de armas não é de esquerda. É só uma forma de amar.
O combate à fome, pela dignidade humana, não é de esquerda. É só uma forma de amar.
Denunciar a falta de justiça e de isenção no exercício da magistratura não é de esquerda.
É só uma forma de amar.
A luta por mais igualdade de oportunidades não é de esquerda. É só uma forma de amar.
Pensar e agir em prol dos desassistidos e dos excluídos do processo socio-econômico não é de esquerda. É só uma forma de amar.
Enquanto não se entender essa ética básica de conviver e respeitar, independente das preferências ideológicas, todos nós viveremos irremediavelmente no erro e na mediocridade infame que tanto discrimina, odeia e despreza. E não haverá religião, constituição ou modo de agir que darão conta de fazer ser rotina o princípio basilar do amor ao próximo. Todo o resto de qualquer cerimônia, rito ou instituição terá sido pura hipocrisia. E de hipocrisia o país já está cheio.
João Gimenez
06/07/2019

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João Gimenez é escritor e poeta. Garimpeiro de palavras.
Tem três livros publicados. A completude do verso (2013 – Editora 3i), Versos Velados (2015 – Editora 3i) e O céu, a lua e as estrelas (2019 – Editora Aldrava, Letras e Artes).
Com O céu, a lua e as estrelas, João Gimenez foi premiado em 3o. lugar no Concurso Internacional de Literatura da UBE/RJ – União Brasileira de Escritores – Rio de Janeiro, na modalidade Aldravia, Prêmio Gabriel Bicalho.
É membro efetivo da ALACIB – Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil – Mariana – MG e da SBPA – Sociedade Brasileira dos Poetas Aldravianistas.
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