08 de julho de 2022Categoria: Memórias

“Poesia da Sexta” – XCVIII

Inverno II
[Prelúdio]
08/07/2016

Fito a galha dos ipês…
Prelúdio de primaveras.
Não creio ser a aridez
Estéril de suas esperas!

(João Gimenez)

-‘-‘-

Sobre ipês, invernos e primaveras…

Nessa trova, uma palavra não escrita: saudade. A saudade é uma forma particular de aridez. Nela, morre-se um pouco, de certo modo, no instante, na espera de florescer o reencontro…

‘-‘-‘

Para meu filho Felipe Gimenez R. Gomes, que hoje escreveu assim sobre BH e suas esperas:

“Acordei com saudade de Belo Horizonte. Da Serra do Curral. Das curvas do horizonte. Da simplicidade do povo. Da informalidade deliciosa dos bares. A melhor parte de deixar a terra da gente é descobrir que lá se tem um refúgio eterno. Como se fosse um primeiro amor. É sentir a alma pedindo transfusão do sangue de sua terra e saber que isso vai lhe trazer de volta”.

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Sobre o autor

João Gimenez é escritor e poeta. Garimpeiro de palavras.

Tem três livros publicados. A completude do verso (2013 – Editora 3i), Versos Velados (2015 – Editora 3i) e O céu, a lua e as estrelas (2019 – Editora Aldrava, Letras e Artes).

Com O céu, a lua e as estrelas, João Gimenez foi premiado em 3o. lugar no Concurso Internacional de Literatura da UBE/RJ – União Brasileira de Escritores – Rio de Janeiro, na modalidade Aldravia, Prêmio Gabriel Bicalho.

É membro efetivo da ALACIB – Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil – Mariana – MG e da SBPA – Sociedade Brasileira dos Poetas Aldravianistas.

Contatos com o autor: